A água que no mundo se abunda
No pacífico se aprofunda
No sertão quando começa a cair
O sertanejo pega a enxada a sorrir.
Sujeira e resíduos químicos
Contaminam os açudes
Sem tratamento o esgoto corre
Para o rio que ninguém socorre.
Era Insípida, incolor e inodora
Agora parece mais a casa da sogra
O lixo no leito é depositado
É foco de doenças
Para o moleque que toma banho no riacho.
A água que é para acabar com a sede
Está acabando com a vida
A cólera se pegar
Com vida não vai te deixar.
A vida começou na água
Mantém-se com a água
E por que estamos acabando com ela
Queremos a vida acabar?
Com que água vamos irrigar
Com que água vamos pescar
Com que água não vamos nadar
Que água nos vamos beber
Ou será que vão querer vender
Vapor D’água de cano de escape?
Os poderosos só fazem falar
Parece que da água de janeiro ousaram tomar
Esqueceram de onde vieram
Esqueceram de que são feitos
Por isso suas promessas não fazem efeito.
Por isso meu amigo
Faço a seguinte questão
Será que quando a água doce acabar
O Dinheiro, a nossa sede saciará?
Dihêgo Augusto Gomes Malvim de Barros
SiriMan